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Os aspectos benéficos da Mindfulness (atenção plena) para estudantes de engenharia informática.

Um grupo de pesquisadores da Universidade de Sevilha mostrou que a prática da atenção plena aumenta a capacidade de resolver problemas de engenharia informática. Os autores do estudo usaram dados para apoiar os benefícios de uma técnica que agora é utilizada na escola e nas universidades, bem como em empresas de tecnologia como o Google e a Intel.

A atenção plena está enraizada em ser plenamente consciente. Um dos métodos para alcançar esse estado de consciência em sua vida diária é a meditação, que é referida como atenção formal. Isso consiste em tirar um tempo para ficar em um lugar calmo e em um silêncio total. Durante este tempo, o objetivo é pensar sobre uma coisa. Normalmente, esta é a sua respiração.

A pesquisa, realizada pelos professores Beatriz Bernárdez, Amador Durán, José Antonio Parejo e Antonio Ruiz, surgiu porque o primeiro deles, que faz a atenção plena, percebeu uma melhoria considerável em sua capacidade de resolver problemas. Na verdade, houve estudos neurológicos anteriores que mostram que a meditação estimula a atividade em certas áreas do cérebro conectadas a diferentes aspectos da atividade mental, como a compaixão, atenção e concentração. No estudo, foram avaliadas duas variáveis: eficácia (quão bem os alunos realizaram uma tarefa) e eficiência (com que rapidez eles fizeram a parte correta). Essas variáveis ​​foram medidas duas vezes, antes e depois das sessões de atenção plena, em ambos os grupos, experimental e controle. Em ambos os casos, os alunos foram confrontados com exercícios de modelagem conceitual, uma tarefa que normalmente é bastante difícil e que requer habilidades analíticas, compreensão de leitura e capacidade de classificação e organização de conceitos.

Desde 2014, os autores realizaram três experimentos para testar sua teoria. O primeiro durou quatro semanas e os dois seguintes duraram seis. Durante esse período, um grupo de alunos participou de sessões de atenção plena que duraram entre dez e doze minutos quatro vezes por semana. Em cada sessão, eles primeiro realizaram uma análise do corpo consciente. Então, os alunos foram convidados a concentrar cuidadosamente sua atenção em sua respiração, ignorando qualquer outra ideia que surgisse em suas mentes (pensamento, sensação, memória). Para poder ver como a eficácia e a eficiência dos alunos estava progredindo com essa atividade, seu desempenho foi comparado com o grupo de controle que não participava das sessões de atenção plena.

Nos três experimentos realizados até agora, os alunos que praticavam a atenção plena eram significativamente mais eficientes do que os outros. Isto é dizer que os alunos que praticaram os mesmos resultados levaram menos tempo para alcançar os mesmos resultados.

Quanto à efetividade, embora possam ser observadas melhorias sutis ao analisar os dados de cada experiência individual, se os dados dos três experimentos forem juntos, pode-se ver que os estudantes que praticam atenção plena são significativamente mais eficazes. Isso pode ser atribuído ao tamanho da amostra, o que é insuficiente para observar melhorias em experimentos individuais.

Os pesquisadores agora pretendem replicar seu experimento em outras universidades para poder generalizar suas descobertas. Eles também esperam poder iniciar estudos empíricos em empresas de desenvolvimento de software e, para esse fim, já estão conversando com algumas empresas importantes em Sevilha neste setor.

 

Fonte do relato:

Materiais fornecidos pela Universidade de Sevilha. Nota: O conteúdo pode ser editado para estilo e comprimento.

Referência de revista:

Beatriz Bernárdez, Amador Durán, José A. Parejo, Antonio Ruiz-Cortés. Uma replicação experimental sobre o efeito da prática do mindfulness no desempenho de modelagem conceitual. Jornal de Sistemas e Software, 2018; 136: 153 DOI: 10.1016 / j.jss.2016.06.104

University of Seville. "The beneficial aspects of mindfulness for students of computer engineering." ScienceDaily. ScienceDaily, 8 February 2018. <www.sciencedaily.com/releases/2018/02/180208120857.htm>.