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Exposição visual prediz a capacidade das crianças de acompanhar outro olhar

Seguir o olhar de outra pessoa pode revelar uma riqueza de informações críticas para as interações sociais e também para a segurança. A habilidade de seguir olhares normalmente aparece na infância, e uma nova pesquisa observando prematuros sugere que é a experiência visual, não a idade maturacional, que está por trás dessa capacidade crítica. 
"Este é o primeiro estudo que mostra que alguns aspectos do desenvolvimento precoce da cognição social são influenciados pela experiência, mesmo quando o cérebro humano é altamente imaturo", diz a cientista psicóloga Marcela Peña, da Pontifícia Universidade Católica de Chile, principal pesquisadora do estudo. "Nossos resultados são importantes para modelar o desenvolvimento cognitivo precoce." 
Pesquisas anteriores sobre o desenvolvimento cognitivo precoce sugerem que algumas funções cognitivas se desenvolvem somente após o cérebro ter amadurecido suficientemente, enquanto outras funções cognitivas se desenvolvem em resposta a um ambiente social rico. Para separar os papéis desempenhados pela maturação neural e exposição ambiental em relação à habilidade de seguir o olhar, Peña e seus colegas decidiram comparar a mesma em crianças prematuras e não prematuras.
"Como os bebês prematuros são expostos cara a cara a interações mais cedo do que os bebês que não são prematuros, eles podem se tornar sensíveis à direção do olhar mais cedo também", explicam os pesquisadores. No total, 81 crianças saudáveis ​​participaram do estudo e foram divididas em quatro grupos: crianças de 4 meses não prematuras, crianças de 7 meses não prematuras, crianças de 7 meses prematuras e crianças de 10 meses prematuras. 
Ao sentar-se no colo de sua mãe, as crianças foram presenteadas com um som e pista visual para segurar sua atenção. Assim que elas estavam olhando para a tela, um vídeo de uma mulher apareceu e fez uma brincadeira de esconder o rosto. A mulher então virou a cabeça e dirigiu seu olhar para um lado da tela; subsequentemente, um brinquedo se movendo apareceu em cada lado da tela. Usando um sistema de acompanhamento dos olhos adaptado para crianças, os pesquisadores foram capazes de monitorar qual lado da tela as crianças olharam primeiro. Os pesquisadores repetiram o procedimento com cada criança 20 vezes. 
Os dados mostraram que crianças de 7 meses prematuras e crianças de 10 meses prematuras se comportaram como crianças de 7 meses não prematuras, olhando para o brinquedo do lado da tela indicado pelo olhar da mulher. Crianças de 4 meses não prematuras, por outro lado, tenderam a olhar aleatoriamente para cada lado. 
Este padrão de resultado acontece mesmo quando a mulher indica a direção com apenas os olhos, enquanto a cabeça continua a olhar para frente. Juntos, estes resultados sugerem que a exposição à experiência visual fora do útero pode ser mais relevante para aparecer mais cedo a habilidade de "seguir o olhar".
"Combinados com os resultados anteriores sobre a visão e cognição da linguagem, nossos resultados suportam a ideia de que os primeiros passos da cognição humana se desenvolvem de forma assíncrona", diz Peña. "Alguns sistemas são mais ou menos sensíveis aos estímulos externos, mas outros podem ser mais influenciados pela maturação biológica."
FONTE: Association for Psychological Science. (2014, August 15). Visual exposure predicts infants` ability to follow another`s gaze. Science Daily. Retrieved August 20, 2014 from www.sciencedaily.com/releases/2014/08/140815192534.htm