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Idade e estilo de pensamento afetam como os jovens avaliam as informações on-line

Enquanto pesquisas recentes sugerem que muitos jovens não questionam a informação que encontram on-line, um novo estudo no Journal of Children and Media revela os fatores que tendem a ser preditores de uma leitura mais crítica. Miriam Metzger e colegas mediram a consciência e habilidade para avaliar a credibilidade das informações on-line de cerca de 3.000 crianças com idades entre 11 e 18 anos em três modos distintos - um dos quais envolveu a visitação a um site de boatos. Os resultados confirmaram que certas características de desenvolvimento ou mesmo demográficas podem tornar os jovens avaliadores mais eficazes da informação. "As crianças mais velhas relataram o uso de estratégias de avaliação de credibilidade mais analíticas, incluindo a consciência de que a credibilidade pode estar potencialmente prejudicada em informações on-line, e eram menos propensas a acreditar nos sites de boatos em comparação com as crianças mais jovens", escreveram os autores. "À medida que as crianças amadurecem, elas se tornam consumidoras de informação mais sofisticadas e são mais capazes de utilizar pistas contextuais para avaliar a informação."
Os pesquisadores também descobriram que o "estilo cognitivo" dos jovens teve um efeito sobre a forma como eles avaliaram informações. "Em todos os resultados, fora aqueles que acreditaram nos sites de boato, as variáveis de estilo de pensamento - incluindo necessidade de cognição, pensamento flexível e fé na intuição - emergiram como os mais fortes preditores de consciência dos problemas de credibilidade e habilidade na avaliação da informação dos jovens", diz o artigo.
"Estar aberto a várias perspectivas conflitantes e gostar de pensar muito sobre os problemas levam à utilização de um maior número de táticas de avaliação de credibilidade,  enquanto a fé na intuição e a confiança nos outros levaram os jovens a ser mais confiantes de informações on-line." Como seria de esperar, o desempenho acadêmico também foi associado com o uso mais pesado de estratégias de avaliação de credibilidade analíticas. No entanto, outros fatores, como a renda familiar, tiveram pouco impacto.
Mas quando se tratava de explorar o efeito do treinamento formal na avaliação de informações on-line, os autores descobriram que, ao contrário do esperado, "jovens que relataram ter sido expostos mais à formação de avaliação de credibilidade on-line também foram mais propensos a acreditar nos sites de boatos, ainda que fossem mais propensos a usar também estratégias de avaliação analítica". Esta descoberta surpreendente sugere que, embora o treinamento possa ajudar as crianças a avaliar o material, isso não significa necessariamente que elas irão fazer isso de forma eficaz.
Este estudo fornece importantes insights sobre como até mesmo "nativos digitais" podem ter dificuldades em seu próprio ambiente. Ele também deve capacitar educadores e pais para sensibilizar as crianças, desde tenra idade, quanto à necessidade de serem consumidoras críticas de informações, bem como para lhes fornecer a orientação apropriada.

FONTE: Taylor & Francis. (2015, 25 de agosto). Age and thinking style affect how young people evaluate on-line information. Science Daily. Retirado 26 agosto de 2015 a partir de www.sciencedaily.com/releases/2015/08/150825083802.htm