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Punir uma criança é eficaz se for feito corretamente

"Técnicas de disciplina e de parentalidade positiva são frequentemente polarizadas, em guias populares para pais ou mesmo conclusões de pesquisa", diz o pesquisador Robert Larzelere, PhD, da Universidade Estadual de Oklahoma. "Mas intervenções parentais cientificamente validadas para jovens e crianças desafiadores, tais como táticas assertivas, podem funcionar se administradas corretamente." Larzelere disse que sua equipe de pesquisa entrevistou 102 mães, que forneceram descrições detalhadas de cinco vezes em que tiveram de disciplinar suas crianças por bater, reclamar, desafiar, não ouvir ou impor condições.
Oferecer compromissos foi a tática mais eficaz para a melhoria do comportamento imediato, independentemente do tipo de comportamento. Raciocínio foi a segunda resposta mais eficaz quando as mães enfrentavam comportamentos levemente irritantes, como reclamações ou imposição de condições. As punições, tais como castigos ou tirar alguma coisa, eram mais eficazes do que o raciocínio ao lidar com uma criança que estava agindo de forma desafiante ou agressiva. No entanto, as punições eram as táticas menos eficazes para crianças que impunham condições ou reclamavam, e o raciocínio não se mostrou efetivo com crianças desafiadoras ou agressivas.
Efeitos a longo prazo revelaram um padrão diferente. Quando as mães foram entrevistadas dois meses mais tarde, as que ofereceram compromissos com muita frequência para as crianças que agiram desafiantes disseram que seus filhos estavam agindo pior, disse Larzelere. Um uso moderado de castigos e outras punições (menos de 16% das vezes) levou a melhor comportamento posteriormente, mas apenas para estas crianças desafiadoras.
Ennio Cipani, PhD, da Universidade Nacional, disse que a razão pela qual os castigos não funcionam ou são vistos negativamente é que eles não são usados corretamente. Cipani e seus colegas puderam observar, em tempo real, que os pais podem cometer erros na aplicação de castigos como parte da atividade doméstica. Por exemplo, os pais não devem dar castigos dentro de decisões de momento, diz Cipani. Em vez disso, eles devem dizer de antemão a seus filhos quais comportamentos (por exemplo, bater ou gritar com outras crianças) irão colocá-los de castigo, e sempre aplicar o castigo caso os comportamentos ocorram. 
"Nossas descobertas de casos clínicos mostraram que castigo usado de forma consistente para alguns comportamentos e situações reduziu significativamente comportamentos problemáticos ao longo do tempo", disse Cipani. "Permitir que a criança tenha uma segunda chance para cumprir as instruções dos pais, oferecendo uma advertência por descumprimento, provou ser benéfico. Ao longo do tempo as instruções e advertências se tornam cada vez mais eficazes, reduzindo a necessidade de castigo pelo descumprimento."

FONTE: Associação Americana de Psicologia. (2015, 06 de agosto). Punishing a child is effective if done correctly: Some children need consequences to succeed, psychologists say. Science Daily. Acessado 26 agosto de 2015 a partir de www.sciencedaily.com/releases/2015/08/150806144419.htm