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Estudo relaciona genética a agressividade infantil

Algumas crianças reagem mais fortemente a experiências negativas do que outras. Pesquisadores da Norwegian University of Science and Technology (NTNU) encontraram uma ligação entre a agressão e variantes de um gene específico. Porém, crianças que reagem mais agressivamente também tendem a responder com mais força a boas experiências, os pesquisadores noruegueses descobriram. Estas oscilações de humor das crianças têm grandes vales, mas também picos maiores. 
Agressão é comum em crianças pequenas. O comportamento agressivo aumenta até cerca de 4 anos de idade e, em seguida, diminui gradualmente. Pesquisa mostrou que as crianças que lutam contra o comportamento agressivo quando são jovens muitas vezes carregam esses problemas na puberdade. Mas a agressividade em crianças não é necessariamente ruim. Pode ser uma resposta lógica a fatores externos, por exemplo, uma reação à exposição à violência e ao abuso.
Pode ser útil
Não só pode ser agressão uma resposta para uma influência externa, como também pode ser útil que haja pessoas mais agressivas entre nós. Em uma situação estável, com recursos adequados, as pessoas com um temperamento estável têm uma vantagem. Indivíduos com uma disposição mais variável podem ter reações exageradas mesmo a mudanças pequenas, e isso pode ter uma desvantagem evolutiva. Mas, assim que as condições mudam, tal como um aumento na luta por recursos, aqueles que reagem mais fortemente a influências externas têm vantagem. De acordo com alguns cientistas americanos, provavelmente o melhor cenário para uma população é ter uma ampla mistura de pessoas com diferentes tendências para reagir de forma agressiva.
Conexão genética encontrada
Agressão é o resultado de uma combinação de genética e ambiente, o que torna interessante investigar como os diferentes genótipos reagem a diferentes condições ambientais. Em um grupo de crianças, algumas serão mais agressivas do que outras. Algumas vão reagir fortemente ao estresse, enquanto outras mantêm o seu equilíbrio em quase qualquer situação. Os genes da criança podem explicar, pelo menos em parte, esse fenômeno.
O grupo da pesquisa norueguesa é liderado por Beate W. Hygen, do Departamento de Psicologia da NTNU e NTNU Social Research. Os pesquisadores descobriram uma correlação entre a agressão e as variantes genéticas específicas presentes nas crianças quando elas tinham experimentado ou não eventos de vida graves. Este gene está envolvido na degradação da dopamina no cérebro. Este achado foi em si uma confirmação de estudos anteriores, mas os pesquisadores noruegueses também descobriram que as crianças que eram mais agressivas quando expostas ao estresse foram as menos agressivas quando não expostas. Isso indica que elas tinham uma tendência maior na variação no comportamento em ambos os sentidos do que suas contrapartes menos agressivas.
Por bem ou por mal
Estes achados de investigação ajudam a comprovar a teoria denominada "suscetibilidade diferencial", de que alguns indivíduos são mais suscetíveis a condições ambientais, para melhor ou para pior, em parte por causa de seu genótipo. Anteriormente, os cientistas pensavam que algumas crianças estariam mais vulneráveis do que outras quando experimentando trauma ou estresse, e que essas crianças vulneráveis funcionariam em pé de igualdade com outras em condições ambientais positivas. A teoria da suscetibilidade diferencial argumenta que aqueles indivíduos mais afetados por condições adversas podem também beneficiar-se mais de condições positivas. Ou seja, estes indivíduos funcionam melhor sob influências ambientais positivas do que aqueles que não são tão suscetíveis às condições ambientais. Os resultados do estudo norueguês foram publicados recentemente na Psicologia do Desenvolvimento. A base da pesquisa se deu por meio de entrevistas com pais e professores de cerca de 1.000 crianças. 

FONTE: Universidade Norueguesa de Ciência e Tecnologia. (2015, 27 de agosto). Link between gene variant and aggression in children: Findings help to substantiate `differential susceptibility,` where some individuals are more susceptible to environmental conditions partly due to genotype. Science Daily. Acessado 04 de setembro de 2015 a partir de www.sciencedaily.com/releases/ 2015/08/150827083426.htm