I
n
s
c
r
e
v
a
-
s
e
Boas Vindas

Notícias

Adolescentes se estressam mais com sono de má qualidade

Um novo estudo da Universidade do Alabama em Birmingham (UAB) indica que adolescentes que experimentam problemas de sono e dormem por mais horas são mais reativos ao estresse, o que poderia contribuir para problemas acadêmicos, comportamentais e de saúde.

Os estudos existentes mostram que quase 70% dos adolescentes norte-americanos não dormem o suficiente. Sabe-se também que os problemas do sono e horas insuficientes de descanso contribuem para problemas cognitivos e de saúde física ao longo do tempo, possivelmente por causa de interrupções em uma parte fundamental do sistema neuroendócrino que controla as reações ao estresse e regula muitos processos do corpo - o eixo hipotálamo-pituitário-adrenal, ou o eixo HPA.

A relação entre o sono e o eixo HPA foi estudada tanto em crianças como em adultos; mas pouco se sabe sobre essa ligação durante a adolescência, que é um período-chave, já que tanto o sono como o eixo HPA estão passando por mudanças significativas de desenvolvimento relacionadas à puberdade.

Sylvie Mrug, professora de psicologia na Faculdade de Artes e Ciências da UAB, e seus colegas da UAB e da Universidade Estadual do Arizona procuraram explorar ainda mais a relação entre o sono e a reatividade ao estresse, especificamente no que se refere à atividade do eixo HPA em adolescentes.

Os pesquisadores examinaram duas dimensões de sono - sua duração e problemas de sono a partir das perspectivas de adolescentes e seus pais, bem como os níveis de cortisol antes e depois de situações de estresse social. A equipe também analisou a forma como os resultados variaram com base no sexo dos participantes.

Oitenta e quatro adolescentes com idade média próxima de 13 anos participaram do estudo. Durante a visita deles ao laboratório de pesquisa, receberam a versão infantil de um teste de estresse comum, chamado de Teste Provador de Estresse Social (Trier Social Stress Test), para medir suas respostas fisiológicas ao estresse. Esse teste envolve falar e computar problemas de matemática mentalmente em frente a uma plateia. Foram tomadas amostras de saliva de cada participante a fim de testar os níveis de cortisol antes e depois do teste de estresse.

Os participantes, em seguida, reportaram sobre os horários em que dormem e acordam e quaisquer problemas de sono, como insônia, sonolência diurna e qualidade geral do sono, durante uma semana regular. Os pais dos adolescentes também foram convidados a relatar sobre o sono de seus filhos.

Os adolescentes mais comumente relataram os seguintes problemas: a necessidade de vários lembretes para se levantar de manhã, não ter uma boa noite de sono, sensação de cansaço ou sonolência durante o dia, e não estar satisfeito com o período de descanso.

Os investigadores analisaram os níveis de cortisol dos participantes adolescentes. A liberação de cortisol durante e após o estressante teste de laboratório foi maior para os adolescentes que relataram mais problemas de sono e mais horas de descanso, cujos pais relataram que dormem por mais tempo.

Os efeitos dos problemas do sono na maior liberação de cortisol durante o estresse foram mais fortes nas mulheres do que nos homens, sugerindo que as adolescentes podem ser mais sensíveis ao sono interrompido e de má qualidade.

O estudo de Mrug foi publicado on-line em Fisiologia e Comportamento em dezembro último e vai aparecer na versão impressa em março deste ano.

Traduzido e adaptado de:

Universidade do Alabama em Birmingham. "Os adolescentes se estressam mais com sono de má qualidade". ScienceDaily, 14 de janeiro de 2016. >.

<!--[if !supportAnnotations]-->
<!--[if !supportAnnotations]-->
<!--[endif]-->