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Tem como ser feliz com esquizofrenia?

Sabe-se hoje que a esquizofrenia é uma das formas mais graves de doença mental, mas algumas pessoas com a doença são tão felizes como as de boa saúde física e mental, de acordo com um estudo conduzido por pesquisadores da San Diego School of Medicine, da Universidade da Califórnia. "As pessoas tendem a pensar que a felicidade na esquizofrenia é um paradoxo", disse o autor sênior Dilip V. Jeste, MD, Professor de Psiquiatria e Neurociências. 
O estudo mostra que a felicidade é um objetivo atingível, pelo menos para alguns pacientes com esquizofrenia. Nesse sentido, Jeste percebeu que podemos tornar a vida desses indivíduos mais feliz.
Em uma pesquisa feita com pessoas que apresentam a doença, os pesquisadores descobriram que 37 por cento dos pacientes relataram estar satisfeitos na maior parte do tempo ou o tempo inteiro. A felicidade dos pacientes estava relacionada com a gravidade ou duração da doença, com a cognição, função física ou a fatores socioeconômicos, como idade e escolaridade, que entre adultos saudáveis ​​têm sido associados a uma maior sensação de bem-estar.
O estudo mostra que a felicidade entre aqueles com formas crônicas da esquizofrenia está associada a atributos psicológicos e sociais positivos, tais como a resiliência, otimismo e menor estresse. Os pesquisadores acreditam que esses atributos psicossociais positivos poderiam ser ensinados através de técnicas de modificação de comportamento e formação mindfulness. 
O estudo é baseado em uma pesquisa com 72 pacientes ambulatoriais com esquizofrenia na área de San Diego. Na época da pesquisa, nove dos pacientes tomavam pelo menos um medicamento antipsicótico e 59 por cento eram residentes em instalações de vida assistida. 
O grupo de comparação para o estudo incluiu 64 homens e mulheres saudáveis. Estes participantes não estavam fazendo uso de álcool ou substâncias ilícitas e não tinham diagnóstico de demência ou outros problemas neurológicos. Os participantes tinham idades entre 23 e 70 anos de idade; a média de idade para ambos os grupos foi de 50 anos. 
A pesquisa investigou a felicidade dos entrevistados durante a semana anterior, pedindo-lhes para avaliar afirmações como "Eu era feliz" e "Eu gostava da vida" em uma escala de "nunca ou raramente" para "todas ou a maioria das vezes." As respostas indicam que cerca de 37 por cento dos pacientes com esquizofrenia estavam satisfeitos mais ou todo o tempo, em comparação com cerca de 83 por cento para os do grupo de controle. 
Aproximadamente 15 por cento dos pacientes com esquizofrenia relataram estar nunca ou raramente felizes. Por outro lado, nenhum dos participantes no grupo de controle relatou um nível tão baixo de felicidade. Então foi examinada a relação entre outros fatores, como idade, sexo, escolaridade, situação de vida, estado de medicação, os níveis de ansiedade e outras métricas de saúde mental, bem como a saúde física, função cognitiva e uma lista de "fatores psicossociais", que incluiu o estresse, atitude para com o envelhecimento, a espiritualidade, o otimismo, resiliência e domínio pessoal.  
"As pessoas com esquizofrenia são claramente menos felizes do que as da população em geral, mas isso não é surpreendente", disse o principal autor, Barton W. Palmer, PhD, professor na UC San Diego, Departamento de Psiquiatria. "O que é impressionante é que quase 40 por cento destes pacientes estão relatando a felicidade e que a sua felicidade está associada a atributos psicossociais positivos que podem ser potencialmente melhorados."

FONTE: University of California, San Diego Health Sciences. (2014, August 18). Happiness in schizophrenia: Research suggests mental illness doesn’t preclude enjoying life. ScienceDaily. Retrieved August 20, 2014 from www.sciencedaily.com/releases/2014/08/140818152119.htm